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19 de maio de 2015

Irlanda vai às urnas nesta sexta para decidir o direito ao casamento gay

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Quem está em Dublin já deve saber bem que na próxima sexta-feira os irlandeses vão às urnas para decidirem se aprovam ou não a emenda constitucional que legaliza o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Mas o que pouca gente sabe, é que caso seja aprovada, o país será o 22º a integrar o grupo onde o casamento gay é legal – o nosso Brasil também faz parte desse (veja o gráfico abaixo).

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Embora essa lista esteja em crescente desde 2001, ainda existem 24 países onde ser gay é crime, sendo que em seis deles existe pena de morte para isso (veja o gráfico abaixo).

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Sondagens feitas pelos principais jornais irlandeses mostram que a galera dos bottons com a palavra “SIM” está em vantagem. Um dos motivos dessa ascensão é a perda de influência da igreja católica, após série de escândalos de abusos sexuais contra crianças. Por outro lado, muitos irlandeses ainda estão reticentes em relação ao voto a favor. Isso porque, diferente do Brasil, a Irlanda segue como um dos países com maior número de católicos no mundo. Pesquisa de opinião feita em 2011 aponta que 84% da população se considera católica.

No lado católico, um dos principais argumentos adotado pela confederação episcopal irlandesa é de que, caso seja aprovado o casamento gay, nunca mais será possível falar publicamente sobre o casamento como algo entre um homem e uma mulher.

Além disso, é possível se deparar pelas ruas de Dublin com cartazes que questionam a possibilidade de adoção de uma criança por pessoas do mesmo sexo. Argumento que, para o presidente da Comissão de Referendo e Tribunal Superior de Justiça, Kevin Cruz, é questionável, uma vez que a Constituição do país prevê o requerimento de adoção por “indivíduos” e não só por “instituição familiar”.

Em entrevista publicada no último dia 14, no jornal “Irish Times”, o magistrado afirma que a análise dos requerimentos de adoção não leva em consideração a opção sexual de quem faz o pedido.

Qualquer adoção deve ser no melhor interesse da criança. Essa tem sido uma exigência legal por um longo tempo.

Kevin Cruz, presidente da Comissão de Referendo e Tribunal Superior de Justiça

Agora está nas mãos dos irlandeses escolher uma das opções!

Por Márcio Alves

 

 

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