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20 de maio de 2015

Fim dos holidays na Irlanda? Confira nossa entrevista com o MEI

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Com o “boom” de alunos que chegam para fazer intercâmbio na Irlanda, o Departamento de Justiça do país promete divulgar em breve as novas regras para obtenção do visto de estudantes. Com a nova legislação, o governo irlandês pretende apertar o cerco contra escolas que não possuem o selo Acels, que determina algumas normas e padrões de qualidade das instituições.

Quarto destino mais procurado no mundo, ficando atrás apenas do Canadá, Estados Unidos e Reino Unido, a Irlanda registrou um crescimento de quase 30% no número de estudantes que procuram intercâmbio. Isso acontece por causa do preço mais acessível do que no Reino Unido – os pacotes variam entre R$ 5 mil e R$ 15 mil – e da possibilidade dos alunos poderem estudar e trabalhar. Atualmente, os estudantes não-europeus podem trabalhar 20 horas semanais durante os primeiros seis meses de intercâmbio e 40 horas semanais no período entre maio e agosto, e de 15 de dezembro até 15 de janeiro.

A divulgação das novas regras de imigração ocorre cerca de um mês depois de Dublin ter a 14ª instituição de ensino fechada, desde abril do ano passado. A última escola a ter as atividades encerradas foi a IEA (International Education Academy), que fechou as portas após uma denúncia de fraude junto à imigração. Segundo o Departamento de Justiça, a escola ministrava aulas de inglês para estrangeiros não-europeus, mas fornecia aos estudantes um documento de imigração constando um curso CTH, voltados a turismo e hotelaria.

Em entrevista exclusiva ao “Intercambistas”, o executivo de marketing do MEI (Marketing English in Ireland), Lorcan O’Connor Loyd, afirma que as novas regras devem determinar o fim dos seis meses de holiday, quando o aluno pode trabalhar 40 horas semanais. O MEI é uma instituição que, além de trabalhar divulgando a Irlanda como destino educacional pelo mundo, define regras de qualidade das escolas de idiomas na Irlanda. “Existe um risco, um risco muito forte de que os seis meses de holidays sejam removidos nas novas normas de visto. São rumores que correm no mercado”, alerta.

Por outro lado, as normas trarão mais segurança aos estudantes que chegam à Ilha Esmeralda:

A primeira coisa é que não teremos escolas fechando. Esta é a coisa mais importante. Nós não teremos essa fragilidade no mercado, os alunos saberão que poderão escolher uma escola e saber que ela estará lá quando eles terminarem o seu curso.

Lorcan O’Connor Lloyd, Executivo de Marketing do MEI

Outro ponto positivo que vem sido discutido nas futuras mudanças é a possibilidade de poder agendar a retirada do GINB (visto irlandês), o que deve acabar com as longas filas na imigração. O sistema será algo similar ao utilizado pelo Poupatempo, em São Paulo, onde o usuário tem acesso às datas e horário disponíveis para a retirada do seu documento. A novidade deve sair do papel no verão europeu.

Confira a entrevista completa com o executivo de marketing do MEI. No vídeo a seguir Lorcan O’Connor Lloyd explica como é o processo de certificação das escolas, comenta as regras atuais e o que vem por aí.

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Comentários

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7 thoughts on “Fim dos holidays na Irlanda? Confira nossa entrevista com o MEI

  1. Olá, segundo a declaração de Lorcan O’Connor Loyd, de que as novas regras devem determinar o fim dos seis meses de holiday, quando o aluno pode trabalhar 40 horas semanais, que dizer se eu for fazer intercâmbio o meu visto de estudante valerá apenas para os 06 meses em que eu estiver estudando? Confesso que fiquei um pouco confuso com esta declaração. Assisti a entrevista na integra, mas fiquei confuso pois ao mesmo tempo que ele diz que existe o desejo de manter o visto por um ano para o intercambista se aprofundar na cultura local, em outro momento ele fez essa declaração. Por favor me ajude a entender, pois fiquei boiando agora. hehe

    Abraço,
    Anderson Tückmantel

    1. Oi, Anderson, tudo bem? Obrigado pela sua mensagem! 🙂

      O que podemos dar como certo é que alguma mudança no campo das holidays deve acontecer nesse novo pacote de regras do Dep. de Imigração. Como isso vai afetar o balanço de tempo (seis meses de aula/ seis meses de férias) ainda não está definido e são apenas suposições. O desejo deles, explícito na entrevista, é que essas novas regras não afetem muito a possibilidade atual do estudante brasileiro ir para a Irlanda estudar e conseguir trabalhar para se manter. Ao mesmo tempo, eles entendm que alguma atitude precisa ser tomada para combater as escolas “fábricas de visto” e os imigrantes que vem pra cá sem pensar no estudo, apenas em trabalho.

      Fica ligado no nosso blog que assim que tivermos novidades sobre as posições oficiais, vamos postar!

      1. Obrigado Guilherme pelo esclarecimento. Essa notícia já está causando alarde nas redes sociais entre os intercambistas que estão prestes a ir para a Irlanda. Tenho certeza que todas as ações tomadas pelo governo irlandês será para o bem do estudante que quer realmente estudar e ter a oportunidade de viver no país legalmente e não para aqueles que de alguma forma quer burlar a lei e se beneficiar indevidamente do privilégio concedido a nós.

        Estou ligado aqui no site para ver as novidades!
        Abraço!

  2. Já vi estas matérias sobre escolas “fabricas de vistos” na internet e é muito triste saber que brasileiros estão envolvidos nesta pouca vergonha. Ao mesmo tempo que conheço pessoas que ralaram e conquistaram o direito de trabalhar na Europa e ou estudantes que fazem o correto, uma vez que la não é Brasil, tem estas escolas com gestão de “Detran” ferrando com a oportunidade de quem faz o certo.

    Meu nós e outros países estão “invadindo” a cultura deles o minimo é respeitar as leis e agir corretamente, duvido que o governo Irlandês iria se manifestar e a legislação fosse seguida. A imigração é responsável por boa parte do PIB da Irlanda mas a falta de respeito desses picaretas faz com que o países seja mais severo na permissão de estudantes não-europeus.

  3. As novas regras seráo para o bem dos estudantes??? ahh conta outra. Isso é em partes, ja que tirar o direito de estudar fulltime vai ferrar completamente, ja que se quem for renovar, as escolas vao ficar mais caras, e como vc paga se nao consegue nem juntar pra pagar as contas e viajar?

    PRA MIM ISSO É RIDICULO. É um jetio de mandar os estudantes pra casa.

    afff totalmente revoltado.

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