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5 de fevereiro de 2016

Colapso do Schengen pode custar até 110 bilhões para Europa

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Que o sistema Schengen está em colapso já é de conhecimento geral, mas o fato dos países pertencentes a ele quererem restabelecer controles de fronteira pode custar caro à economia europeia.

Um novo estudo aponta que o retorno permanente do controle fronteiriço aliado às checagens de passaportes pode custar até 100 bilhões de euros à Europa numa década. Pesquisadores do governo francês afirmam que, no pior dos casos, o cancelamento da livre passagem entre os países participantes do acordo de Schengen pode retrair 0.8% do PIB europeu até 2025.

Lembrando que a área do Schengen inclui quatro países que não fazem parte da União Europeia (Islândia, Lichtenstein, Noruega e Suíça). É bom saber também que existem outros seis países que são da União Europeia mas não são do acordo: Bulgária, Croácia, Chipre, Romênia, Irlanda e Reino Unido.

A razão por trás do desmoronamento do tratado é a crise de refugiados. Em 2015 mais de um milhão de refugiados atravessou a Europa. A Suécia, França, Dinamarca, Áustria e Alemanha já tomaram medidas temporárias de suspensão ao Schengen e estão fazendo checagens de documentos em alguns postos aleatórios das fronteiras.

A União Europeia está debatendo sobre a possibilidade de permitir aos países participantes a suspensão do tratado por até dois anos. O que consta atualmente é que um país pode suspender o acordo por um período limitado de tempo.

Segundo o estudo francês, que usa de exemplo a recente situação entre Suécia e Dinamarca, a prática de reintroduzir checagens atrasa as viagens em até 45 minutos e gera grandes congestionamentos. Além do atraso, o estudo também aponta que o baque na indústria do turismo e em questão de exportação de produtos seria considerável. Seria o equivalente a colocar uma taxa de 3% no comércio. A longo prazo, cerca de 10% ou 20% do comércio fronteiriço seria perdido.

 

Artigo Original: WPTZ

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