Intercâmbio, Vistos

6 de janeiro de 2017

Vistos de estudantes negados na Austrália

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Conheça os motivos mais comuns e como evitar passar por isso.

Preparar-se para estudar em um novo país pode não ser tão fácil quanto se imagina. E um dos maiores pesadelos dos intercambistas que estão em um processo de mudança internacional é não conseguir permissão para ficar no lugar pretendido. Na Austrália, por exemplo, têm sido muitos os casos de vistos de estudantes negados.

Vamos entender um pouco como funciona esse processo e quais são as principais razões para essas rejeições pelo governo australiano. Aproveite também a experiência negativa de outras pessoas para evitar que isso aconteça
com você.

Mesmo com os altos custos que se paga para estudar na Austrália, muitos preferem o país da Oceania a outros como Inglaterra, Estados Unidos ou Canadá. Assim, a terra dos cangurus tem se tornado um destino cada vez mais comum entre estudantes.

Processo para obtenção de vistos na Austrália

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Desde o fim de 2011, a Austrália vem tentando dificultar um pouco o processo para obtenção do visto de estudante, especialmente universitário. A partir dessa data, foram introduzidas regras mais rígidas e começou a funcionar o que se conhece como Genuine Temporary Entrant (GTE), ou seja, Imigrante temporário genuíno.

Quando alguém faz um pedido de visto de estudante, precisará preencher os requisitos dos chamados GTE. Dessa forma, o governo tem como assegurar que aquele pretendente está realmente interessado unicamente em ter um acréscimo ao currículo e não usará isso como pretexto para uma imigração na Austrália.

Assim que essa regra entrou em vigor, começaram a se ver inúmeros casos de vistos de estudante negados. E a quantidade de rejeições tem crescido também. O GTE conta com uma série de regras que devem ser cumpridas para que seja concedido o privilégio de estudar em terras australianas.

Como exigência o estudante deverá escrever à mão uma declaração (em inglês ou na sua própria língua com a devida tradução juramentada) sobre suas intenções na Austrália e ainda apresentar:

  • Comprovante de vínculo empregatício;
  • Cópia do histórico escolar;
  • As circunstâncias que o levaram a optar por um estudo na Austrália;
  • Seu histórico de imigração;
  • Se for menor de 18 anos, é importante ter a autorização de um responsável legal;
  • Outros documentos que julgue relevante.

Isso irá permitir que os agentes de imigração identifiquem aqueles que não desejam apenas uma educação de qualidade, mas que pretendem estender ilegalmente sua estadia.

No entanto, o governo australiano reforça que é possível, depois de residir no país por um tempo e conseguir uma colocação no mercado de trabalho, solicitar a residência lá. Isso não impede o estudante de seguir todo o processo de imigração.

Tentativa de facilitar complicou

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Em julho de 2016, houve o lançamento de um novo recurso: o Quadro de Visto de Estudante Simplificado. Embora o objetivo fosse tornar o processo mais simples, muitos reclamaram de muitos vistos de estudantes negados e de atrasos na liberação de tantos outros.

Com isso, muitos estudantes, principalmente chineses, tiveram que adiar o início de seus cursos no último ano. Alguns reclamaram que estavam esperando mais de nove meses para ter algum posicionamento sobre seus vistos.

O Departamento de Imigração e Cidadania do Governo Australiano, no entanto, tem conseguido reduzir as complicações causadas pelo lançamento do novo sistema.

Motivos mais comuns para vistos de estudante negados

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Estima-se que em 2015 cerca de 28 mil vistos de estudantes foram recusados na Austrália, o que representa 8% do total dos cerca de 350 mil pedidos anuais. E uma das grandes causas recentes disso são as regras do GTE.

Conforme o Governo Australiano, existem diversas razões para que um pedido seja rejeitado. Os mais comuns são:

  • Quando um pretendente desrespeitou as condições de um visto anterior;
  • Não foram apresentadas informações ou provas suficientes para sustentar o pedido de visto;
  • O solicitante não preencheu os requisitos básicos de saúde ou caráter exigidos pela Austrália;
  • Houve erro de informação ou uma declaração falsa no pedido;
  • O histórico escolar se mostrou insatisfatório;
  • O curso pretendido não apresenta relevância aos estudos anteriores;
  • O candidato não apresenta conhecimentos suficientes sobre o curso pretendido ou instituição de ensino onde pretende estudar;
  • Histórico de imigração prévio com problemas;
  • Uma lacuna extensa entre o curso pretendido e todo o seu histórico de estudos;
  • Os motivos por que escolheu determinado curso não são claros;
  • Não especifica exatamente o porquê da escolha de determinada instituição de ensino;
  • Não deixa clara a razão de se decidir pela Austrália;
  • Os custos de vida e estudo na Austrália não se encaixam nas condições do candidato;

O país de residência do solicitante passa por circunstâncias econômicas, sociais ou políticas instáveis.

Dicas para não sofrer rejeição no visto de estudante

Agora que já sabe as razões para os vistos de estudantes negados na Austrália, confira algumas dicas para driblar esse problema e não ser a próxima nas estatísticas negativa.

1) Estudar na Austrália está um pouco mais caro

Para estudar na Austrália, o solicitante precise comprovar renda e que tem recursos suficientes para viver no país durante o período do curso. E, ultimamente, o governo aumentou a exigência desse valor de A$12 mil para A$18 mil por ano.

Se a pessoa levar um parceiro junto, deverá somar a isso A$6,3 mil por ano. Já cada dependente criança precisará de A$3,6 mil para o mesmo período.

2) Prove a origem do seu dinheiro

Outro ponto essencial quando se trata de fundos é que não basta que esse dinheiro esteja no seu país de origem, já que você precisará utilizá-lo na Austrália. Portanto, outra condição é que o estudante apresente todo o histórico financeiro e de trabalho.

Assim, poderá ser comprovada a fonte dessa renda, mesmo que seja crédito bancário. Se assim for, esse dinheiro deverá estar depositado em uma conta antes de solicitar o visto. E o estudante também poderá ser questionado sobre como pretende pagar de volta esse empréstimo.

3) Verifique a procedência de sua universidade

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Muitos estudantes acabam sendo enganados por “universidades falsas”. Por isso, quando for escolher uma instituição de ensino para estudar pesquise bastante o local escolhido e não confie em tudo o que vê pela Internet.

Um ponto importante na Austrália, é que as universidades devem ter um provedor de código do Commonwealth Register of Institutions and Courses for Overseas Students (Cricos). É importante, então, verificar se o local escolhido tem isso.

4) Trabalhe a fluência do seu inglês

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Ser estrangeiro já é um fator que coloca alguém em desvantagem em um novo país. Mas falar a língua local corretamente pode amenizar um pouco essas diferenças. Aqueles que querem socializar e aproveitar o máximo de seu curso devem focar no inglês.

Mesmo que a pessoa esteja indo ao país para estudar inglês, é bom já ter um conhecimento básico do idioma para poder se comunicar. Já os que desejam fazer um curso universitário precisarão falar em um nível suficiente para passar nos exames de ensino médio.

5) Verifique as exigências do seu curso

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A Austrália fez algumas mudanças para o acesso de estrangeiros às suas universidades e por isso existem vistos diferentes para cada tipo de estudo. Por exemplo, se um estudante fará um curso universitário e o inglês junto, ele precisará dar entrada em dois processos diferentes.

Já para os cursos de pós-graduação, as exigências costumam ser mais brandas. Isso porque os estudantes que vão ao país para fazer pesquisas não são considerados de tanto risco quanto os demais.

6) Ser brasileiro pode ser um aspecto negativo

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Solicitantes de vistos de determinados países acabam recebendo uma atenção maior que outros. Isso por causa do histórico de fraudes e riscos de cada um deles. E o Brasil está justamente nessa lista, juntamente com a Índia, o Nepal, Zimbábue e Paquistão.

Isso significa que a imigração australiana fica mais de olho nas pessoas dessas nações. O processo de obtenção do visto de estudante também é mais rígido e as entrevistas para verificar a validades desses documentos e de sua capacidade financeira costumam ser mais complicadas.

Alguns outros países estavam nessa chamada “lista negra”, mas acabaram sendo retirados, devido às boas práticas nos últimos anos. Isso vale para a Turquia, o Uruguai e Israel, que agora, inclusive, podem dar entrada no visto de Turismo australiano pela Internet.

7) Mantenha seu histórico escolar positivo

Depois que conseguir o visto e começar a estudar na Austrália, faça valer a pena todo o esforço. Isso significa que você deve dar seu melhor e tentar se destacar entre os alunos da classe.

Não se esqueça que ter um bom histórico escolar pode inclusive te ajudar a conseguir estudar em outros países futuramente. Isso porque vão sempre te questionar sua habilidade de completar seus estudos de maneira bem-sucedida.

8) Conheça as mudanças no processo de residência

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Tenha cuidado ao solicitar residência permanente. O governo australiano tem feito diversas mudanças nesse sentido. Aqueles que desejam solicitar uma devem estar com o inglês na ponta da língua. Isso vale tanto para a parte falada quanto escrita.

E se a pessoa for tentar um visto de estudante não importa pensar em cursos que deem mais chances para uma futura migração. Basta escolher aquele que mais combine com sua vocação e os interesses pessoais de cada um.

No entanto, existe uma lista com os cargos que são prioritários para aceitar imigrantes na Austrália:

  • Engenheiro;
  • Construção civil;
  • Professor ou auxiliar de creche;
  • Profissionais da área da saúde (foto);
  • Pedagogos e gestores na área de educação, com experiência em nível sênior.

Antes ainda haviam outras profissões consideradas prioritárias, como cozinheiro ou cabeleireiro, mas elas foram deixadas de lado recentemente.

Entender as exigências facilita seu visto de estudante

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As novas regras e mudanças podem desanimar muita gente. Mas aqueles que realmente têm a intenção genuína de estudar na Austrália não podem se deixar abater. Basta acompanhar todas as exigências e ficar por dentro de cada atualização feita na página do governo australiano.
É preciso entender todos os pré-requisitos antes que você saia de seu país de origem. Isso irá evitar muita dor de cabeça durante a chegada, especialmente para os brasileiros e os portadores de passaportes dos países da “lista negra”.

Com isso, evita-se entrar para a lista de vistos de estudantes negados. E depois que a permissão de estadia estiver em mãos, o aluno pode focar seus esforços em aprender e alcançar seus objetivos com uma educação internacional.

O que fazer em caso de rejeição de visto

Ter um visto rejeitado não é exatamente o fim do mundo. É possível reverter isso com um pedido de liminar ou um recurso através do Tribunal de Justiça (os chamados Administrative Appeals Tribunals – ATT). Além disso, muitos conseguem fazer a solicitação novamente, mesmo que nem sempre isso seja no mesmo semestre.

E a experiência negativa dos outros pode servir como lição para que você prepare seu pedido de maneira mais cuidadosa, garantindo assim que você seja um estudante genuíno.

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Desde julho de 2015, esse tribunal (ATT) é o único órgão que pode reverter essa situação. Trata-se de um órgão independente, que avalia decisões governamentais. Dessa forma, eles podem solicitar que o ministro reconsidere o caso.

Por fim

Investir em um sonho exige muita atenção. Quando se trata de uma decisão desse porte, como estudar em outro país, os cuidados devem ser redobrados. Mesmo que seja grande a quantidade de vistos de estudantes negados para a Austrália, quem se prepara corretamente consegue alcançar seu objetivo sem problemas.

Evite esse transtorno seguindo todas as recomendações e ficando sempre de olho em todas as mudanças do governo australiano. Estar seguro durante a entrevista e estar com todas as respostas na ponta da língua também ajuda bastante. O resto é questão de sorte.

Fontes:

Visa Support

Administrative Appeal Tribunal

Border AU

GTE

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