Intercâmbio

31 de janeiro de 2017

O que fazer para dar aula no exterior?

Tags:, , ,

Para você que quer dar aula no exterior porém não sabe se é a escolha certa a se fazer, confira agora a experiência de outros professores que fizeram essa escolha e como ela pode afetar sua vida.

Primeiramente iremos falar da experiência de Maria Alice Gomes de Andrade Lima, que trocou durante seis meses, uma sala de aula da Universidade Federal de Pernambuco, para ser professora associada pela Universidad de Valladolid, na Espanha.

Lá, como docente-visitante teve, assim como todo mundo que passa por essa experiência, que se adaptar as novas regras da instituição que lhe aguardava, o que exigiu mudanças nos hábitos escolares e na metodologia e cronograma de aulas. Diz ela que todo o sacrifício foi válido.

Como-dar-aula-no-exterior

Muitas pessoas ainda não reconhecem quanta diferença faz no currículo dizer que foi professor de uma universidade na Europa ou de algum outro continente que tenha países mais desenvolvidos. “Dizer que fui professora na Europa faz uma grande diferença. Sempre que me inscrevo para determinados editais, a experiência tem peso no processo de avaliação”, diz Maria Alice.

Muitas pessoas não pensam em fazer intercâmbio em si, mas em sim fazer uma pós-graduação, como foi o caso de Maria Alice. “A princípio, a opção era seguir em direção ao pós-doutorado. Mas o acordo de dupla titulação entre as universidades e o convite do reitor para participar da seleção do programa me fizeram mudar de rumo”, conta ela.

O mais legal disso tudo é que além dela ter dado aula para a graduação e pós-graduação ela também ficou responsável pela organização de um evento cultural sobre o Brasil. Muitas vezes, quando estamos fora de nosso país, não nos damos conta da importância dele para o mundo e a curiosidade que as pessoas tem a respeito dele.

Como-dar-aula-no-exterior

O caminho que Maria Alice seguiu está cada vez se tornando mais comum entre os docentes brasileiros. No ano de 2000, cerca de 2.018 professores brasileiros recorreram a bolsas da Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoa de Nível Superior) que é o que é necessário para você lecionar fora do seu país de origem.

Primeiramente, é preciso saber inglês perfeitamente para se dar aulas fora do país, ou saber a língua espanhola, no caso de Maria Alice que lecionou na Espanha. Você precisa achar um meio de comprovar sua experiência e formação e validar essas informações neste novo país que deseja lecionar e saber se você pode dar aula no nível em que deseja.

Para que você, por exemplo consiga dar aula no universo do ensino infantil, é preciso que o candidato tenha habilidades reconhecidas para dar aulas a crianças de zero a cinco anos. Além disso, você precisa estar muito atento à demanda. As áreas como inglês, matemática e química são umas das mais procuradas.

Salário e Remuneração

Como-dar-aula-no-exterior

Os salários são grandes atrativos, especialmente para um professor do Brasil que tem um piso mínimo salarial de pouco menos de R$ 1.200 mensais. Desde dezembro do ano passado, o salário inicial para um professor de escola primária com título de bacharel é de cerca de R$5.400 ao mês.

Caso o professor tenha qualificações mais robustas é possível, em algum tempo, chegar a quase R$ 8.500 por mês. Outra coisa que é preciso prestar atenção são as burocracias e os órgãos responsáveis de cada país pelo processo de qualificações. Eles é que irão verificar a sua formação e a sua experiência na área.

Depois disso é necessário registrar-se, usualmente, em um conselho de professores, é neste passo que você deverá fazer a prova de proficiência na língua estrangeira.

Para a presidente da FAUBAI (Fórum de Assessorias das Universidades Brasileiras para Assuntos Internacionais), Suzana Queiroz de Melo Monteiro, a oportunidade de sair do país deveria fazer parte da formação de qualquer professor, independente da área em que ele atua.

Como-dar-aula-no-exterior

“É uma forma de o próprio docente rever sua atuação em sala de aula e conhecer as técnicas e metodologias utilizadas no exterior”, afirma Suzana. Os impactos da experiência não se refletem apenas no desenvolvimento futuro do professor mas também em estreitar relações entre as instituições brasileiras e estrangeiras a partir dessa abertura de portas para futuros projetos conjuntos.

Quando falamos da oportunidade de se lecionar em universidade estrangeiras, logo se imagina que as exigências são maiores, e são mesmo. Além do domínio do idioma do país estrangeiro, como já dito anteriormente, são cobrados dos candidatos trajetória sólida e produtiva em questões relacionadas a pesquisa, produção e publicação de conteúdos e estudos.

A assessora da USC, Luciane, afirma que “Os professores têm de entender a dinâmica da outra cultura para garantir o sucesso da experiência”. A duração do seu tempo no exterior é variável. Enquanto algumas iniciativas preveem visitas de um mês, outras estabelecem estadias de até um ano, isso vai depender exclusivamente do projeto em que o professor brasileiro vai desenvolver, se serão somente palestras que serão dadas ou se é necessário uma permanência maior.

Por onde começar?

Como-dar-aula-no-exterior

Os professores interessados precisam buscar as oportunidades de intercâmbio. Você pode consultar oportunidades dentro da sua própria instituição de estudos ou procurar centros de ensino do seu país que tenham estrutura para esse tipo de mobilidade. Caso as universidades brasileiras não mantenham nenhum tipo de programa a saída será ir para as agências de fomento.

No Brasil, além da Capes, é possível recorrer também ao CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) e às FAPs (Fundações de Amparo à Pesquisa). Essas entidades oferecem programas de bolsas, que também incluem alternativas para docentes que querem passar temporadas fora do Brasil seja por meio da participação de eventos internacionais, realização de pesquisas ou preparação para aulas, palestras e seminários.

Há também as agências de fomento internacionais. Se você quiser ir pra Alemanha, por exemplo, o ideal é consultar o DAAD (Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico) ou o British Council se deseja bolsas para o Reino Unido. Já para os EUA você pode recorrer à Comissão Fulbright.

Os benefícios oferecidos aos participantes, de acordo com Loureiro, podem variar de US$ 1.500 a US$ 5.000 mensais. “Muitos dos programas incluem passagens aéreas de ida e volta e acomodação”, explica Loureiro. “Professores têm de estudar sempre porque senão morrem intelectualmente. E o intercâmbio abre perspectivas, amplia entendimentos e conhecimentos”, defende ele.

Você precisa estar atento a todas as notícias do meio acadêmico, assim como também manter relacionamentos com profissionais de diversos países para que possam render bons frutos. Há muitas universidades estrangeiras, que assim como as universidades brasileiras, fazem processos seletivos isolados para a contratação de professores visitantes, então basta procurar para achar.

Como-dar-aula-no-exterior

Bom, agora que já foi dito praticamente todas as informações necessárias para que você ache o melhor caminho para trilhar esse seu sonho, basta você querer e pesquisar ainda mais. Entre em contato com as instituições, pergunte, faça contatos com amigos que já fizeram ou vão fazer a mesma coisa que você, se apresente e estude como realizar seus objetivos.

Além de ganhar experiência, você vai adquirir muito conhecimento e não apenas transmiti-lo. Achamos que quando se é professor há apenas um caminho: a ida do conhecimento de você até alguém, mas na verdade esse caminho é recíproco, você também adquire conhecimento. Então o que podemos dizer agora para finalizar é boa sorte e bons estudos!

Receba Nossas Novidades
Nós respeitamos sua privacidade

Comentários

Comentários

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Show Buttons
Hide Buttons
error: Content is protected !!