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20 de fevereiro de 2017

Nova Zelândia oferece visto para empreendedores

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Programa da Nova Zelândia irá dar vistos todo semestre para 50 empreendedores de fora do país – incluindo os brasileiros.

A Nova Zelândia está de olho em empreendedores e investidores de todo o mundo – incluindo os brasileiros. O governo neozelandês acabou de lançar um programa de bolsas, chamado Edmund Hillary Fellowship, que dará um visto de três anos para que inovadores consigam colocar suas ideias em prática.

Se seu projeto for bem sucedido, é possível até se candidatar para obter residência permanente na Nova Zelândia – e motivos não faltam para abrir uma empresa ou investir em negócios lá, segundo Yoseph Ayele, CEO da Edmund Hillary Fellowship.

“Na Nova Zelândia, há uma base forte para o empreendedorismo. É muito fácil abrir e operar um negócio aqui: somos um dos países menos corruptos do mundo; temos boas relações comerciais e diplomáticas; formamos pessoas educadas, que vêm de universidades por todo o país; apresentamos diversas áreas de concentração de empreendedores; e é possível aproveitar tanto a infraestrutura governamental quanto privada para escalar seu projeto.”

O nome da bolsa é em homenagem à Edmund Hillary, a primeira pessoa a escalar o monte Everest.

“Depois de escalá-lo, Hillary tornou-se um líder humilde e trabalhou junto a diversas comunidades de regiões montanhosas pelo mundo. Procuramos pessoas que reúnam características comuns a ele: que se tornem embaixadoras do empreendedorismo por onde passem”, resume Ayele.

A seleção

O principal critério de seleção da Edmund Hillary Fellowship é o impacto, independente do setor de atuação do empreendedor ou do investidor: quais as consequências que sua solução trará ao mundo, se for bem sucedida? Como resposta, o seu projeto deve desafiar o status quo e resolver problemas globais urgentes, mudando o curso da humanidade, segundo o site de inscrição.

Além da ideia, outro ponto observado é a capacidade empreendedora do indivíduo ou do time – tanto em habilidades técnicas quanto gerenciais.

Por fim, é considerado se a Nova Zelândia realmente ajudaria o candidato a ser sucedido: essa é a melhor maneira? Como você se encaixa com o ecossistema já existente? É preciso entender como o país pode colaborar para concretizar seu projeto – não adianta se inscrever apenas para sair do Brasil.

Todo semestre, até 50 empreendedores/investidores de diversos países e 10 da Nova Zelândia serão selecionados para a bolsa.

Para participar da próxima turma, as inscrições devem ser feitas até 30 de abril de 2017. Se o seu projeto for feito por um time, faça apenas uma inscrição por todos. Saiba mais sobre as taxas de inscrição aqui.

Dica publicada na Exame.

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