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9 de março de 2017

O melhor da África do Sul está a sua espera.

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O melhor de cada viagem é poder conhecer um pouco mais da história e dos costumes de um país. Tudo o que conhecemos e admiramos hoje de um determinado lugar foi resultado de uma série de acontecimentos, como guerras, revoluções e reformas políticas e sociais que aconteceram ao longo dos anos. Alguns países têm histórias “mais leves”; outros, histórias e acontecimentos extremamente tristes, mas que fortaleceram o povo que hoje vivem de uma outra maneira e passam esse sentimento para as novas gerações.

A África do Sul é um belo exemplo sobre esse argumento: repleto de belezas naturais, biodiversidade, uma grande variedade cultural, idiomas e crenças religiosas, o país tem uma história pesada quando se trata da colonização e de um dos episódios mais tristes da história moderna, o Apartheid. Mas também é um lugar cheio de esperança e muita inspiração e luta: é a terra de Nelson Mandela, que modificou em todos nós a maneira como os problemas podem ser resolvidos e como o respeito é uma parte essencial do nosso dia a dia.

Localizado ao sul do continente africano e banhada pelos oceanos Atlântico e Índico, a República da África do Sul faz fronteira com Namíbia, Botsuana, Zimbábue, Moçambique, Suazilândia e Lesoto, um pequeno país totalmente rodeado pelo território sul-africano.

O país também tem uma série de curiosidades bem interessantes, como a presença de 11 línguas oficiais reconhecidas pela Constituição e, mesmo sendo uma economia em ascensão, ainda possui altos índices de desemprego, com ¼ da população não tendo nenhum tipo de ocupação e vivendo com menos de US$ 1,25 por dia.

Durante o século XX, a África do Sul passou por diversas revoluções e conflitos que resultaram no que o país é hoje: tendo uma localização importante para a Companhia Holandesa das Índias Orientais, a África do Sul foi colônia britânica e dos Bôeres, que são colonos de origem holandesa, flamenga, francesa e alemã. O conflito com as tribos locais, como os xhosa, os zulu e os africâneres, eram intensos, e é claro que os europeus levaram a melhor pelo armamento pesado que tinham.

A África do Sul só se tornou independente de fato em 1931, com a promulgação do Estatuto de Westminster. Antes, o país passou por um longo conflito que ficou conhecido como a Guerra dos Bôeres: a primeira durou de 1880 a 1881 e a segunda de 1889 a 1902. Depois de 8 anos do final da guerra e 4 anos de negociação, foi criada em 31 de maio de 1910 pelo parlamento britânico a União Sul-Africana.

Em 1948, o Partido Nacional tomou o poder e instituiu o apartheid, que mais uma vez mudaram a maneira como a África do Sul viveria, com a minoria branca controlando a economia e todos os níveis do país. Foi só em 1990 que as coisas começaram a mudar de figura e o país começou a ganhar os traços de diversidade e respeito. Mandela assumiu o poder em 1994 e, desde então, vários trabalhos de recuperação econômica e inclusão social.

O turismo na África do Sul chama a atenção justamente pela possibilidade de vivenciar parte dessa experiência de diversidade, bem como se deparar com algumas maravilhas naturais. Separamos neste post 5 coisas que você precisa fazer no país. São lugares que você precisa conhecer e que vão além do turismo óbvio, resultando numa viagem repleta de conhecimento, contemplação e reflexão.

Parque Nacional Kruger

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Prepare a sua câmera fotográfica porque o Parque Nacional Kruger é um destino imperdível na África do Sul: trata-se da maior área de preservação de vida selvagem da África do Sul, com 20.000 km². O parque está localizado no nordeste do país e ocupa as províncias de Mpumalanga e Limpopo.

O volume de turistas para o Parque Nacional Kruger cresce a cada ano, atraindo tanto os visitantes que desejam um safári de um dia como aqueles que querem ficar nos lodges dentro do Parque. Existe a opção de também realizar acampamento com guias, já que a circulação dos animais selvagens é livre e existem algumas regiões que são mais seguras.

O safári pode ser feito por conta própria, alugando um carro no parque ou indo com o seu carro alugado, ou junto guias locais. O melhor é poder ver o Big 5, que são os 5 maiores animais da África – leão, leopardo, rinoceronte, búfalo e hipopótamo – interagindo com outros animais do seu habitat, como girafas, guepardos, hienas e crocodilos.

A visita ao Parque Nacional Kruger deve ser feita, no mínimo, durante 3 dias. Só assim você conseguirá apreciar a natureza de perto e ter o seu “momento National Geographic”, experimentando um pouco do cotidiano da vida selvagem.

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Ah, e uma curiosidade: ao lado do Parque Nacional do Limpopo, que fica em Moçambique, e do Parque Nacional Gonarezhou, que fica no Zimbábue, o Parque Nacional Kruger forma o Parque Transfronteiriço do Grande Limpopo, uma das maiores reservas ecológicas de vida selvagem do planeta.

Montanha da Mesa

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A Montanha da Mesa é um dos símbolos mais imponentes e conhecidos da África do Sul. Localizada na Cidade do Cabo, a Montanha da Mesa tem 1084,6 metros de altitude e o seu diferencial está pelo cume longo e achatado, que forma um planalto de aproximadamente 3 km de comprimento, dando a sensação de que estamos de fato vendo uma mesa. O ponto mais ao leste da Montanha é chamado de Pico do Diabo, e o mais a oeste, Cabeça do Leão, compondo o que os geólogos chamam de anfiteatro natural que é a Baía da Mesa.

Existem duas maneiras de se chegar ao topo da Montanha da Mesa: através de uma trilha chamada Platteklip e que está localizada entre os desfiladeiros da Montanha, e por um teleférico, que fica próxima a Maclear’s Beacon, um marco de pedra de 1865 e que definiu a altitude da montanha.

E uma curiosidade: a primeira ascensão documentada da Montanha da Mesa foi feita em 1503 pelo navegador português António de Saldanha. Ele utilizou a passagem de Platteklip e foi o responsável por batizá-la de “Montanha da Mesa”, bem como entalhou uma cruz que ainda pode ser vista nas imediações da Cabeça do Leão.

Cavernas Cango

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Outro ponto natural e com um visual extremamente impactante são as Cavernas Cango. Elas estão localizadas nos Montes Swartberg, que ficam perto da cidade de Oudtshoorn, mais ao oeste da África do Sul.

O passeio nas Cavernas Cango pode ser feito apenas com visitas supervisionadas. Existem duas maneiras de fazer a visita: simples e com aventura. A visita mais simples explora os dois primeiros salões, que são de fácil acesso. Já a visita de aventura te faz andar ou escalar por túneis estreitos, fazendo com que qualquer pessoa tenha um pouco de claustrofobia. No total, as câmaras possuem mais de 4 quilômetros de extensão, mas apenas um pedaço delas pode ser visitado pelos turistas.

Mas o visual vale muito a pena: as cavernas são lindas e o visual é de tirar o fôlego. O mais legal é saber que as cavernas foram originalmente descobertas em 1780 por um fazendeiro chamado Jacoubs Van Zyl, que encontrou a primeira câmara. O primeiro mapeamento de Cango foi concluído em 1897, conseguindo encontrar 26 câmaras na caverna.

Existe uma lenda envolvendo a exploração dessas Cavernas. Em 1898, Johnny van Wassenaer, que foi o primeiro guia oficial de Cango, disse que andou por 29 horas para encontrar o fim das cavernas. Ele disse que a distância percorrida foi de 25 quilômetros da entrada e que ele desceu 275 metros para baixo da terra. Aparentemente, a sua rota seguiu o fluxo de um rio subterrâneo. E até hoje, ninguém conseguiu descobrir se isso é verdade ou não. Tanto que o local ainda é estudado por espeleólogos, que procuram definir toda a distância e as câmaras presentes.

Tsitsikamma National Park

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Cobrindo 80 quilômetros da costa da África do Sul, Tsitsikamma é um parque nacional e uma área de preservação ambiental que atrai os turistas ao sudeste do país por ser uma mescla de aventura, verde e um contato com uma natureza exuberante.

“Tsitsikamma” é a junção de duas palavras de uma tribo chamada Khoekhoe. “Tsea-tsea” (Tsitsi) significa “limpa”, e “gami” (kamma), “água”. O local foi batizado em função do rio que corta o parque, também chamado de Tsitsikamma, e que tem a água cristalina.

O parque é indicado para as pessoas que procuram estar em contato com a natureza, mas querem “fugir” dos animais selvagens e da savana africana. O verde é o que impera, assim como atividades radicais, como caiaque, rafting, escalada e um salto de bungee jump que acontece da ponte Bloukrans, com uma queda de 216 metros (só por curiosidade, é o maior bungee jump feito de uma ponte no mundo!).

Além disso, existem atividades mais leves, como trilhas a pé, de jipe ou de barco e espaço para acampar ou dormir em cabanas. O conforto e o contato com o verde existem, garantindo ótimas memórias para todos os visitantes!

Museu do Apartheid

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Depois de tanto verde, contato com a vida selvagem, aventura e adrenalina, chegou a hora de fazer um passeio pela memória e pela história da África do Sul. O Museu do Apartheid pode parecer uma opção meio esquisita e sombria, mas poder entender melhor o que rolou no país com a exposição permanente é uma boa pedida para quem quer se inteirar da história do país.

Localizado em Soweto, ao sudoeste de Johanesburgo, o Museu cobra uma taxa de US$ 10 por visitante que descobre um pouco mais da história absurda do que foi o apartheid no país. O Museu é bem interativo e possui muitas fotos, vídeos e outros recursos que facilitam a visitação e a compreensão da história.

Pode não ser um passeio fácil, mas o conhecimento e a revolta gerados pelas informações lá obtidas podem ajudar o visitante a ser mais tolerante e passar essa mensagem para frente.

Esperamos que tenha gostado de conhecer um pouco mais sobre esse país tão belo. Até a próxima!

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