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20 de julho de 2017

Brasileira é presa na imigração do aeroporto de Dublin

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A brasileira Paloma Aparezida Silva-Carvalho (24) foi liberada ontem pelas autoridades irlandesas após ser detida logo após seu desembarque em Dublin. Paloma estaria indo visitar a família Muller-Wieland em Galway, com a qual trabalhou como au pair há alguns anos atrás.

 

Os agentes de imigração da Garda prenderam Paloma por acreditarem que ela não estaria indo para a Irlanda para um período de férias, mas sim para trabalhar.

A brasileira desembarcou em Dublin vindo de Basle, na Suíça, onde esteve visitando o seu noivo. Ela foi presa por volta das 4 da tarde desta terça-feira (18) no aeroporto e levada para a prisão feminina Dóchas, na região de Mountjoy. Ela foi solta apenas na noite de quarta-feira (19), por volta das 22h, e ganhou permissão para permanecer no país por 10 dias. Paloma, entretanto, foi direto ao aeroporto para deixar a Irlanda o mais rápido possível devido ao trauma da experiência das últimas horas.

Antes, uma tentativa de habeas corpus na High Court do país havia sido negada, e ela seria deportada de volta à Basle nesta manhã. Foi então que a decisão de deportação foi revogada, e a permissão para permanecer por 10 dias foi emitida.

Karin Muller-Wieland disse ao The Irish Times que empregou Paloma para cuidar de seus filhos Aoife (8) e Reuben (12) entre março de 2015 e setembro de 2016. Durante esses 18 meses, a brasileira também estudou inglês em Galway. “Ela se tornou parte da família. As crianças são loucas por ela, e ela por eles”. Karin completou dizendo que Paloma tinha o visto correto para estudar e trabalhar na Irlanda enquanto morou no país, e que retornou ao Brasil dentro do período permitido. “Ela estava visitando o noivo na Suíça e planejou vir até aqui para nos visitar por 2 meses. A mãe dela também iria visitá-la e as passagens aéreas de retorno estavam emitidas e pagas para o dia 25 de setembro”.

 

Agentes da imigração

Karin disse que a família esperava buscar Paloma em um ônibus em Galway por volta das 19h na terça, mas receberam uma ligação de um agente da imigração do aeroporto de Dublin aproximadamente às 16h.  O agente teria pedido confirmação de que Paloma estava visitando a família. “Eu confirmei a informação, e recebi outra ligação às 16h30 informando que ela havia sido detida”.

Karin então perguntou o porquê de Paloma ter sido presa, já que ela havia fornecido provas de seu retorno (passagem aérea) e condições financeiras (€1000). “Eles pareciam estar implicando que ela estava vindo para trabalhar, mas aparentemente eles não precisam dar uma razão”. Karin disse estar “perturbada” com o que aconteceu e viajou até Dublin para ver a brasileira na prisão.

“A equipe do local estavam tentando fazer o que podiam por ela, mas não é um lugar agradável e certamente não o local correto para uma jovem viajando sozinha, e que não havia feito nada errado”.

Um porta-voz da Garda disse que a instituição não pode comentar em casos individuais, mas confirmou que brasileiros não precisam de visto para visitar a Irlanda por até 90 dias.

Fonte: The Irish Times
Foto: Divulgação

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